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LabPop #8 - O Tempo do tempo

29 de set.
1 min de leitura

Planejar a escalada de uma tecnologia social como o Fiscalizaí exige encarar conversas que vão muito além de planilhas orçamentárias e metas de captação de recursos. Nesta semana, o comitê do LabPop se debruçou sobre os próximos passos para estruturar a rede de parcerias, a mobilização no território e o orçamento do processo. No entanto, o debate mais inflamado da reunião não foi sobre dinheiro ou tecnologia, mas sobre um recurso infinitamente mais elusivo e valioso: o tempo.


A discussão começou quando encaramos a barreira clássica do ativismo urbano: por que é tão difícil engajar as pessoas na participação política? De um lado, a constatação cruel de que a rotina precarizada e as longas horas de transporte tiram o tempo mínimo de respiro da população periférica; do outro, a política muitas vezes perde espaço para outras prioridades do cotidiano por falta de conexão real com as dores imediatas do território. Encontrar o equilíbrio entre a urgência da vida real e a construção da cidadania é o verdadeiro enigma que o LabPop tenta entender mais e contribuir para a construção de uma solução.   


Embora o cronômetro da reunião tenha estourado e o comitê não tenha saído com uma resposta única — o que é natural dentro de um processo autogestionado enriquecido por tantas perspectivas diferentes —, o encontro gerou frutos preciosos. Ficou nítido que para escalar a participação política popular em Campinas, nossa tecnologia não precisa apenas ser funcional no celular, mas precisa respeitar, acolher e se encaixar no tempo real da vida das pessoas e suas necessidades essenciais.

 
 
 

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